Especialista do HBSC na maior revista de cirurgia de coluna do mundo

Especialista do HBSC na maior revista de cirurgia de coluna do mundo

Especialista do HBSC na maior revista de cirurgia de coluna do mundo 03Setembro
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Foto por Michael Cichon

O Hospital Beneficente São Carlos está focado em oferecer aos pacientes a melhor estrutura e os melhores serviços médicos, prestados por profissionais altamente capacitados. Um deles é o neurocirurgião especialista em cirurgia da coluna (infantil e adulto) pela McGill University e University of Calgary (Canadá) Dr. Alisson Teles.

O médico tem ampla experiência em cirurgias complexas e menos invasivas da coluna, tendo realizado treinamento nos maiores centros de cirurgia de coluna da América do Norte. 

Teles acaba de publicar um artigo – no qual é o autor principal junto aos cirurgiões de coluna da University of Calgary, no Canadá -  na maior revista científica de cirurgia de coluna no mundo, a Spine!

Compartilhamos a conquista com todos!

 

Complicações mecânicas na cirurgia de deformidade da coluna vertebral em adultos
O alinhamento da coluna vertebral pode explicar tudo?
Teles, Alisson R. MDa; Aldebeyan, Sultan MDb; Aoude, Ahmed MDb; Swamy, Ganesh MD, PhDb; Nicholls, Fred H. MDb; Thomas, Kenneth C. MD, MScb; Jacobs, W. Bradley MDb

 

Design de estudo.

Estudo de corte.

 

Objetivo.

Nosso objetivo foi verificar a validade do escore GAP, SRS-Schwab e o ápice teórico da lordose de Roussouly na previsão de complicações mecânicas em TEA.

 

Resumo dos dados de fundo.

Alcançar o alinhamento sagital adequado é fundamental para obter resultados favoráveis ​​na cirurgia de deformidade espinhal em adultos (CIA). Foi proposto que as complicações mecânicas são em grande parte secundárias ao alinhamento espinhal pós-operatório.

 

Métodos.

Revisão retrospectiva de casos consecutivos de TEA primários que foram submetidos à correção de deformidade na mesma instituição ao longo de um período de 5 anos. A associação entre a classificação do alinhamento espinhal pós-operatório de 6 semanas e a ocorrência de complicações mecânicas no último acompanhamento foi avaliada por meio de regressões logísticas. A capacidade discriminante foi avaliada por meio da análise da curva de característica de operação do receptor (ROC).

 

Resultados.

58,3% (N = 49/84) dos pacientes apresentaram complicações mecânicas e 32,1% (N = 27/84) foram submetidos à cirurgia de revisão. A pontuação GAP não mostrou capacidade discriminante para prever complicações (AUC = 0,53, IC 95% = 0,40-0,66, P = 0,58). Por outro lado, a pontuação do modificador sagital SRS-Schwab demonstrou um valor preditivo estatisticamente significativo (embora modesto) para complicações mecânicas (AUC = 0,67, IC de 95% = 0,54–0,79, P = 0,008). Houve uma associação significativa entre PT (P = 0,03) e SVA (P = 0,01) em 6 semanas de pós-operatório e a ocorrência de complicações mecânicas posteriores. Não houve associação significativa entre o ápice teórico da lordose de Roussouly correspondente e o resultado final (P = 0,47).

 

Conclusão.

Os resultados apontam para a complexidade da falha mecânica e a alta probabilidade de que os fatores causais sejam multifatoriais e não se limitem a medidas de alinhamento. A pontuação GAP deve ser usada com cautela, pois pode não explicar ou prever a falha mecânica com base no alinhamento em todas as populações, conforme originalmente esperado. Estudos futuros devem se concentrar na etiologia, técnica cirúrgica e fatores do paciente, a fim de gerar um escore mais universal que possa ser aplicado a todas as populações.

 

https://journals.lww.com/spinejournal/Abstract/9000/Mechanical_Complications_in_Adult_Spinal_Deformity.93598.aspx


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