Câncer de Próstata

Câncer de Próstata

Câncer de Próstata 30Outubro
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Estamos no novembro azul, mês de conscientização sobre o câncer de próstata e precisamos falar sobre isso. Sem tabus, sem melindres, sem vergonha.

O movimento nasceu na Austrália, em 1999. Novembro foi escolhido porque é o mês em que está o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, 17. No exterior a campanha é chamada de Movember (uma combinação das palavras moustache e november, respectivamente bigode e novembro). Por lá, um grupo de amigos teve a ideia de deixar o bigode crescer durante todo o mês como apoio à conscientização da saúde masculina e arrecadação de recursos para instituições de caridade. Deu tão certo que foi criada a Movember Foundation Charity, em 2004, com foco na prevenção do câncer de próstata e na depressão.
No Brasil, o movimento ganhou o nome de Novembro Azul, já que esta é a cor da campanha, e foi trazido pelo Instituto Lado a Lado pela Vida em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia.
Novembro Azul passou a fazer parte do calendário nacional de prevenções e tornou-se uma ação de domínio público, incorporada por outras ONGs, empresas privadas e pelo público, engajando milhões de pessoas.
Atualmente, é a maior campanha de combate ao câncer de próstata do Brasil.

A doença na glândula localizada no aparelho reprodutor masculino, com a função de produzir esperma, é o segundo tipo de câncer mais mortal entre os homens, segundo as estatísticas do  Instituto Nacional de Câncer (INCA), que mostram que, no Brasil, o câncer de próstata perde apenas para o câncer de pulmão.

É uma estatística séria que precisa ser enfrentada sem resistência à realização do exame de toque, porque na maioria das vezes a doença é descoberta tardiamente, apenas quando os sintomas começam a aparecer.

Ela é silenciosa e na fase avançada surgem os sinais:  vontades urgentes e repentinas de urinar, dificuldade para urinar, diminuição no jato de urina, aumento da frequência urinária, dores corporais e ósseas, insuficiência renal e fortes dores.
O combate é a prevenção e não existe outra forma a não ser pelos exames de sangue e de toque, que possibilitam um diagnóstico precoce e as chances de cura.
Pelo exame de sangue pode ser avaliado o PSA, conhecido por Antígeno Prostático Específico, que serve para diagnosticar alterações na próstata como prostatite, hipertrofia benigna da próstata ou câncer de próstata.
O exame de toque retal feito pelo urologista dura segundos e tem o objetivo de analisar a consistência da próstata, o tamanho e se existem lesões palpáveis através do reto da glândula.
As chances de cura estão diretamente relacionadas ao estágio em que a doença for diagnosticada (ele vai de 6 a 10). Nos estágios iniciais da doença, quando está localizada e não apresenta metástase, é possível remover a próstata e as células cancerígenas, com grandes chances de cura. Estima-se que 90% dos casos podem ser curados se diagnosticados precocemente.
Homens a partir dos 45 anos já devem realizar os exames anualmente. A esta iniciativa inteligente somam-se hábitos imprescindíveis como uma dieta saudável, atividade física, controle de peso e evitar tudo aquilo que sabemos que cooperam para o surgimento de doenças, como fumo e abuso de álcool.
Não há espaço para preconceitos em se tratando de vida.


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