Instituto Devita Centro de Tratamento do Câncer será integrado ao HBSC

Instituto Devita Centro de Tratamento do Câncer será integrado ao HBSC

Instituto Devita Centro de Tratamento do Câncer será integrado ao HBSC 21Setembro
.

Foto por Divulgação Instituto Devita

Os meses ganharam cores para chamar a atenção para algo que não pode passar despercebido. Setembro é amarelo por causa da prevenção do suicídio, mas também é dourado para alertar sobre o câncer infanto-juvenil e, principalmente, para a importância do diagnóstico precoce para aumentar as chances da cura.
Diante disso, como resultado de uma parceria entre o Hospital Beneficente São Carlos e o Instituto Devita de Oncologia e Hematologia, este mês é ideal para a divulgação de que Farroupilha vai ganhar uma unidade do instituto que é referência na terapia do câncer.
As instalações do instituto - criado em 1996, pelos sócios Dr. Ruy Reinert Junior e Dr. Francisco Wisintainer - serão integradas ao Hospital Beneficente São Carlos. 

“O Instituto Devita de Oncologia e Hematologia tem criado unidades de atendimento, designadas de INSTITUTO DEVITA CENTRO DE TRATAMENTO DO CÂNCER, nas cidades vizinhas à Caxias do Sul para permitir a oferta de tratamento oncológico, sem perda do amparo da família do paciente, do médico preferido e sem deslocamentos. Entendemos que o deslocamento para fora do domicílio, com suas dificuldades e custos, bem como a perda da atenção profissional por parte dos médicos que acompanham o paciente, criam tensão e sensação de desamparo”, explica Dr. Ruy Reinert, Diretor médico do Instituto.

Contando com infraestrutura que não deve nada às estruturas operacionais de Caxias do Sul e Porto Alegre para aplicação de quimioterapia, imunoterapia e outras terapias oncológicas modernas, será disponibilizado em Farroupilha, segundo o diretor médico, corpo clínico atualizado e de experiência, tanto na parte médica, de enfermagem e especialidades afins como nutrição, psicologia e farmácia clínica.

“Contamos com a vantagem de a unidade estar integrada ao Hospital Beneficente São Carlos, o que garante assistência médica complementar das outras especialidades necessárias para o bom atendimento oncológico, bem como de exames laboratoriais e de imagem. Pela proximidade, todo esse atendimento será realizado em tempo reduzido e com mais eficácia clínica”, complementa Dr. Reinert.
 
Ele acredita que esse conjunto de benefícios para a comunidade farroupilhense trará ao Devita a satisfação do dever cumprido pela qualificação do atendimento e vantagens aos pacientes decorrentes disso.

A inauguração do Instituto Devita Centro de Tratamento do Câncer, localizado junto ao HBSC, deve acontecer em 60 dias, conforme as previsões.

Setembro Dourado
A ação, liderada pela Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (CONIACC), conta com o engajamento de instituições parceiras da oncologia pediátrica que atuam para divulgar a causa.
É fundamental ficarmos atentos, pois segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), até o final de 2020, a estimativa é de que cerca de 8,4 mil pacientes sejam diagnosticados com câncer infanto-juvenil no país, número que representa a primeira causa de morte por doença entre crianças de 0 a 19 anos. No Rio Grande do Sul, esse número fica em torno de 400 novos casos. 
O câncer nos mais novos, além de ser confundido com os sintomas de doenças mais comuns, desenvolve-se muito rapidamente. Isso ocorre porque o crescimento da criança estimula o crescimento do tumor, marcado pela proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. 
Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), os que atingem o sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático).
Também acometem crianças e adolescentes o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (das células que originam os ovários e os testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).
Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos da doença podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.

Sintomas
Nas leucemias, pela invasão da medula óssea por células anormais, a criança se torna mais sujeita a infecções, pode ficar pálida, ter sangramentos e sentir dores ósseas.
No retinoblastoma, um sinal importante é o chamado "reflexo do olho do gato", embranquecimento da pupila quando exposta à luz. Pode se apresentar, também, por meio de fotofobia (sensibilidade exagerada à luz) ou estrabismo (olhar vesgo). Geralmente acomete crianças antes dos três anos. Atualmente, a pesquisa desse reflexo pode ser feita desde a fase de recém-nascido.
Aumento do volume ou surgimento de massa no abdômen podem ser sintomas de tumor de Wilms (que afeta os rins) ou neuroblastoma.
Tumores sólidos podem se manifestar pela formação de massa, visível ou não, e causar dor nos membros. Esse sintoma é frequente, por exemplo, no osteossarcoma (tumor no osso em crescimento), mais comum em adolescentes.
Tumor de sistema nervoso central tem como sintomas dores de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações de comportamento e paralisia de nervos.

Tratamento
A cura vai além da recuperação biológica, ela engloba o bem-estar e a qualidade de vida do paciente.
Em patamares biológicos, o tratamento compreende quimioterapia, cirurgia e radioterapia. Lembrando que cada caso deve ser tratado de forma individualizada.


Comentários (0)

Deixe o seu comentário